São burros...e mestres
Reportagem de Maria Helena Marques com sonorização de João Félix Pereira.
Emitida na TSF em Outubro de 2004.
Carta lida em Lisboa, durante uma conferência na Fundação Calouste Gulbenkian, pelo escritor Manuel Vázquez Montalbán. Com o título Yo Acuso, esta carta foi publicada, no Le Nouvel Observateur, em janeiro de 1998.
É uma acusação ao poder comunicacional da CNN que através da concentração e da uniformidade está em condições de impor um consenso, impedindo que haja mensagens alternativas.
Texto de Jorge Fallorca, dito pelo próprio, no programa Hora de Ponta da RDP 4 em 1978.
O Fórum era um programa da RDP-4 (canal que depois se passou a designar Rádio Comercial FM) que era transmitido, diariamente, das 21 às 24 horas. Numa das emissões , do segundo semestre de 1979, José Mário Branco, que tinha feito programas de rádio quando era jovem, foi convidado a ocupar 2 horas de emissão com quisesse.
José Mário Branco aceitou o convite e, por sua vez, convidou o crítico de música José Gabriel Trindade Santos para o acompanhar na emissão. Foi nessa noite que o músico apresentou, aos ouvintes, algumas composições previamente gravadas num estúdio do Quelhas da RDP, que mais tarde, já com outras "roupagens", fizeram parte do seu duplo álbum "Ser Solidário" editado em 1982.
Aqui pode ouvir-se um fragmento desse Fórum de 1979 onde se apresenta publicamente, pela primeira vez, Vá Vá e parte de FMI.
O Contraponto era um programa de rádio da Antena 1, transmitido de 1976 a 1978, de segunda a sábado entre as 21h e as 24h. Tinha realização de José Manuel Nunes que chefiava uma equipa constituida por Ana Maria, Manuela Gomes, Teresa Silva, João Coelho, Cipriano Correia, João Manuel Alves, Mário Figueiredo (substituído em 1977 por Aníbal Cabrita) e Carlos Carvalho (também saíu em 1977). Suponho que Adelino Gonçalves também fez parte da equipa inicial.
A apresentação na que na 1ª fase era de Mário Figueiredo, passou em 1977 a ser de Aníbal Cabrita e João Manuel Alves.
Em maio de 1977 foi apresentada um série de programas sobre os órgãos de soberania. Um deles focou a história do Conselho da Revolução.O convidado foi na altura o porta-voz desse órgão de soberania: capitão Sousa e Castro. É esse , descoberto numa velha cassete, que pode ouvir aqui.
Som da promoção de uma entrevista de Pedro Abrunhosa na XFM em 1994.
Na altura , o músico preparava-se para partir para Nantes, onde ia apresentar o seu álbum de estreia com os Bandemónio: Viagens.
Algumas considerações de Pedro Ayres de Magalhães sobre como é encarada em Portugal a cultura da diferença.
Fragmento duma entrevista concedida pelo músico ao programa Zona Reservada da TSF.
Decorria 2001, ano em a que banda comemorava 20 anos, com a publicação de PAIXÃO o melhor dos HERÓIS do MAR . Um CD que reune 16, das mais populares, composições do extinto grupo.
Aqui fica o exemplo de uma hora nocturna da XFM, no início do projecto, no final do ano de 1993.
É o horário 22-23 horas. Para além da música, este espaço incluía um texto (argumento) a seguir ao sinal horário e por volta das 22 horas e 30 minutos uma pequena conversa de Luísa Costa Gomes com um convidado. Nesta semana era a socióloga Maria Filomena Mónica. Às 23 horas outro "argumento" surgia em antena. O primeiro argumento, com assinatura de Miguel Cunha, é apresentado pela voz de Luís Montez. O segundo (23 horas) da autoria de Rui Lagartinho, era servido pela voz de de Sofia Morais.
Este horário tinha realização de Aníbal Cabrita.
Manuel Cintra Ferreira nesta edição, de 15 de Fevereiro de 1986, do Genérico, fala de Mishima e de "Uma vez na América", filme de Serge Leone que o crítico considerou um dos melhores do ano.
Genérico era um programa sobre cinema emitido aos sábados, na onda média da Rádio Comercial, entre as 20h e as 20h30m. Tinha argumentos de Manuel Cintra Ferreira e Pedro Bandeira Freire, com realização de Aníbal Cabrita.
Manuel Cintra Ferreira, nascido em Lagos em 1942, era um dos mais antigos e consagrados críticos de cinema em Portugal e o mais antigo programador da Cinemateca Portuguesa. Morreu neste domingo, 7 de Novembro, aos 68 anos, em Lisboa.
Para além da Cinemateca Portuguesa, Manuel Cintra Ferreira, integrava o quadro de críticos do semanário “Expresso”, para onde tinha regressado há alguns anos depois de ter feito parte da equipa que lançou o jornal PÚBLICO, em 1990.
Durante muitos anos também trabalhou na rádio. Fez parte dos quadros da Antena1 e da Rádio Comercial. Era um dos elementos da equipa do Café Concerto (FM da Comercial) e um dos autores do programa Genérico (onda média da Rádio Comercial). Recorda-se aqui uma das emissões do Genérico, de 8 de Fevereiro, de 1986. Programa dedicado ao cinema, que era emitido aos sábados entre as 20h e 20h30m.
Alberto Pimenta, nos primeiros meses de 1980 - suponho que tenha sido em Fevereiro - foi convidado do programa Café Concerto, da Rádio Comercial, para contar a sua experiencia de 1977, no Jardim Zoológico, quando esteve numa jaula, em exposição, durante algumas horas. No referido Jardim conversou em 1980, com Aníbal Cabrita e Jorge Fallorca, sobre esse acontecimento e outros.
A conversa foi apresentada entre as 23h e as 24h numa das primeiras emissões do Café Concerto, programa que tinha começado a ser emitido em 4 de Fevereiro de 1980. Aqui fica a última hora desse programa, numa gravação, já com 30 anos, que descobri numa velha cassete. O som não será o melhor mas...
Da WIKIPÉDIA:
"Alberto Pimenta (Porto, 26 de Dezembro de 1937) é um escritor, poeta e ensaísta português. Destaca-se entre os autores europeus contemporâneos pelo carácter crítico e irreverente da sua obra, bem como pela diversidade dos géneros abordados: poesia, ficção, teatro, linguística, crítica, e até mesmo happenings e performances.
Pimenta foi Leitor de Português em Heidelberg, contratado pelo governo português a partir de 1960. Devido à sua oposição ao regime fascista português e à política colonialista em África, foi demitido em 1963. Porém, não voltou ao seu país nesse momento, pois foi contratado pela Universidade de Heidelberg. Aí permaneceu até voltar a Portugal em 1977, poucos anos depois da Revolução dos Cravos.
Em 1977, publicou o livro de poesia Ascensão de dez gostos à boca, que sintetiza a combinação, típica desse autor, da experimentação formal com o inconformismo social e político. Nesse mesmo ano, realizou um histórico happening no Jardim Zoológico de Lisboa: trancou-se numa jaula (que ficava ao lado de uma outra onde estavam dois macacos) com uma tabuleta indicando "Homo sapiens". O acontecimento foi registrado no livro homónimo. Também em 1977, lançou o seu livro mais traduzido, "Discurso sobre o filho-da-puta", obra inclassificável que se avizinha do ensaio. Entre as suas obras teóricas, destacam-se O silêncio dos poetas (1978), lançado originalmente na Itália, e A magia que tira os pecados do mundo (1995).
O primeiro livro corresponde a um estudo sobre a poesia concreta (ou concretismo) e visual, principalmente a brasileira e a de língua alemã. O segundo, a uma obra de base teórica anti-platónica dividida em vinte e duas partes, cada uma delas correspondendo a um dos arcanos maiores do tarot. Mitos, arquétipos, literatura, (Dante, Camões, Shakespeare, Fernando Pessoa, António Boto, Emilio Villa, Murilo Mendes, Haroldo de Campos) e artistas plásticos (Oskar Kokoschka, Yves Klein, Pablo Picasso) estão entre os objetos desse livro invulgar. A partir da década de noventa, a sua obra passou a referir-se mais directamente aos fenómenos ligados à globalização. Ainda há muito para fazer (1998), por exemplo, é um poema longo que parodia os discursos publicitários e da internet, e trata dos efeitos sociais da Guerra de Kosovo e da União Europeia.
Em 2005, lançou Marthiya de Abdel Hamid segundo Alberto Pimenta, livro de poemas a respeito da invasão do Iraque pelos Estados Unidos da América. O caráter insurrecto e experimental da sua obra ainda tornam Alberto Pimenta um autor controverso no meio académico português. Actualmente é professor convidado na Universidade Nova de Lisboa. Nos últimos anos os seus livros têm sido publicados quase todos pela &etc, de Vitor Silva Tavares, com quem tem uma grande amizade."
Poema de Carlos Albino Guerreiro do livro "O Bando dos instantes" ( Lisboa : Fábrica de Ideias, 1982).
Poema dito por Aníbal Cabrita, numa das emissões do programa Café Concerto, da Rádio Comercial.
O Café Virtual era um programa da XFM, emitido de segunda a sexta-feira, entre as 22 e as 24 horas.
Tinha realização e apresentação de Aníbal Cabrita.
Aqui fica a 2ª hora da emissão de 5 de Abril de 1996.
Do CD "La toilette des Étoiles" do grupo "Belle Chase Hotel".
Considerações sobre Paganini's Fire por JP Simões o vocalista e letrista do grupo, em entrevista concedida ao Programa da TSF , Zona Reservada , na altura da edição do disco, no ano 2000.
Fragmento da 1ª emissão do Café Concerto.
Programa da Rádio Comercial que durou 4 anos.Era transmitido entre as 22 e as 24 horas em FM (na 1ª fase era entre as 21 e as 24 horas). Começou em 1980 com realização de Maria José Mauperrin e Aníbal Cabrita. Da equipe também faziam parte Humberto Boto (saíu poucos meses depois), Manuela Gomes, Manuel Cintra Ferreira, Inês Moreira e Vítor Consciência.
A emissão inaugural foi dedicada ao acto social de tomar café e contou com os convidados Ricardo Pais, Mesquitela de Lima e Vítor Vladimiro. Para esta 1ª emissão foi gravada, na Brasileira do Chiado, uma conversa de Maria José Mauperrin e Aníbal Cabrita com os convidados que foi apresentada, em fragmentos intercalados com música, ao longo das 2 horas do programa.
Aqui ficam 15 minutos dessa emissão inaugural.
Fragmento da última emissão do programa Noites de Luar, na Antena 1, em 30 de Dezembro de 1985.
Neste fragmento ouve-se uma síntese do que foi o programa e o nome dos habituais colaboradores.
Noites de Luar iniciou-se, na Antena 1, em 2 de Abril de 1984 .
Era emitido, de sequnda a quinta-feira, entre as 21h30 e as 23h30.
António Sérgio, a grande figura de referência dos programas musicais da rádio desde os anos 70 até 2009, morreu vítima de problemas cardíacos na madrugada de 31 de Outubro para 1 de Novembro de 2009. Tinha 59 anos.
Uma vida dedicada à Rádio e à divulgação de música. António Sérgio iniciou a sua carreira, na RENASCENÇA, no final dos anos 60. Nos anos 80 esteve na COMERCIAL. Depois, de 1993 até 1997 foi um dos nomes da XFM. Voltou ao grupo COMERCIAL (Comercial e Best Rock FM) onde se manteve até 2007. Mudou-se para a RADAR onde terminou a sua carreira.
Rotação, Rolls Rock, Som da Frente, Lança-Chamas, Grande Delta , a Hora do Lobo e Viriato 25 foram alguns dos programas que realizou e apresentou.
Com o seu trabalho, muita pesquisa e paixão, ajudou várias gerações a descobrir os novos sons da pop e do rock. Companheiros de ofício chamavam-lhe "mestre". E era comparado frequentemente com o lendário radialista britânico John PeeL.
Morreu o Homem que conseguiu resistir, mais tempo, com os seus "programas de autor", à formatação radiofónica da ditadura das playlists.
Um texto de Miguel Esteves Cardoso, publicado no jornal Público em 17-09-2007, quando Sérgio foi obrigado a deixar a COMERCIAL, retrata bem a importância do António na divulgação da música em Portugal:
Aqui fica a sua voz , numa das Crónicas Americanas de Sam Shepard. "Terra da Rádio", transmitida nos finais de 1993 na XFM.
"A Terra da Rádio" de Sam Shepard nas suas "Crónicas Americanas"(Motel Chronicles na edição original), 1982 - (editado, entre nós, pela Difel, com tradução de José Vieira de Lima).
"Conheci um guitarrista que dizia "a minha amiga rádio". Sentia um parentesco menos com a música do que com a voz da rádio. A sua qualidade sintética. A sua voz única, distinta das vozes que a atravessam. A sua capacidade de transmitir a ilusão de gente a grande distância. Dormia com a rádio. Falava para a rádio. Discordava da rádio. Acreditava numa Terra Longínqua da Rádio. Como achava que nunca encontraria esta terra, reconciliou-se consigo mesmo limitando-se a ouvira a rádio. Acreditava que tinha sido banido da Terra da Rádio e condenado a errar eternamente pelas ondas sonoras, ansiando por um posto mágico que o devolvesse à sua herança há muito perdida."
Sam Shepard
22/12/79
Homestead Valley,Ca.
Sam Shepard, actor e dramaturgo americano, recebeu, entre outros, o Prémio Pulitzer. Trabalhou como argumentista de "Zabriskie Point" de Antonioni e "Paris, Texas" de Wim Wenders.
Texto dito por Aníbal Cabrita. Tansmitido na XFM em Outubro de 1993.
Realização de Francisco Mateus para a TSF
Vozes:
Aníbal Cabrita
Pedro Malaquias
Tiago Gomes
Baby Sandy & Mister-X
Textos:
Sam Shepard
Leonard Cohen
Ian Curtis
Bern Von Haessler
Música:
Jay Alanski
Laurie Anderson
Kraftwerk
OMD
David Sylvian & Robert Fripp & Holger Czukay
John Cale/Risé Cale/ Rimsky Korsakov
Harold Budd
Andy Partridge
Joy Division
De-Phazz
James Young
Buddy Holy
Assistência Técnica:
Pedro Picoto
Paulo Canto e Castro
Pedro Vieira
Ricardo Lima
Herlander Rui
Programa da série Como no Cinema realizada por Francisco Mateus para a TSF.
Os programas foram emitidos em 2000 e 2001.
Estão disponíveis no Blog http://comonocinema.blogspot.com
I'm a believer?
Fragmentos de poemas de Manuel Alegre e Maria Terra.
Músicas: The Gist -- Love at First Sight
Gotan Project -- Una Musica Brutal
A rádio perfeita?!
Imagine uma rádio feita à medida dos seus gostos musicais... seria espectacular ou um pesadelo. Afinal quem é que decide aquilo que você gosta de ouvir?!
( 08:48 28 de Abril 04 )
Autor: José Pedro Gomes
Voz : José Pedro Gomes
Sonorização : Herlander Rui
Rádio Perfeita

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